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domingo, 8 de abril de 2012

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Mesmo ali, tão ao longe...


Então só me conta como é que faz! Porque essa coisa do coração estar perto quando todo o resto está longe é tão novo pra mim que eu me sinto cheia de vazios...

Me explica como se aplica geografia ao que se sente para que a razão sobre a distância seja tão clara que a saudade perceba que não adianta querer doer! Existem coisas que simplesmente não são pra ser!
Mas...
Se for pra ser, continue me dando sinais alheios. Me deixando descobrir, no fim, que era tudo pra mim. Me aparecendo em sonhos, palavras, desejos de doce no meio do dia.
Apenas continue... e com a distância eu aprendo a me virar...

segunda-feira, 12 de março de 2012


É questão de sensação boa. É isso.
Sem nomes, sem definições. Pra que limitar entre símbolos e grafias o que se explica somente em ações? Aprendi que palavras as vezes atrapalham. Logo eu! Prolixa que sou!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Mundo, mundo! E no meio disso um coração confuso!...

"Quero falar de uma coisa
Adivinha onde ela anda
Deve estar dentro do peito
Ou caminha pelo ar..."


Quero falar daquilo que não deve ser pronunciado... Falar daquilo que precisa calar... Falar do que insiste...
às vezes fazemos escolhas erradas na vida e não sabemos como voltar atrás por envolver outras pessoas.
Às vezes nos sentimos como a melhor opção que não foi vista! Como se no supermercado você nunca experimentasse Baudduco pelo costume de só comer Aymoré, mesmo já enjoado do sabor...
Isso, às vezes, faz a gente se sentir diminuído...

Nesse momento que a tal "volta por cima" aparece pra te jogar lá na frente. E você se joga e quando vê, está longe demais pra se importar com a escolha do supermercado. Não há mais tempo de pensar nisso porque o tempo gasto pensando em você mesmo e no seu bem estar tem sido muito maior.

Mas ainda sim, fica a saudade. Aquela vontade de saber como seria se...
A vida vai girando e os encontros inoportunos vão acontecendo - infelizes coincidências da vida.
A escolha é sua. Ou você vira as costas e vai embora pensar na vida, ou não encontra tempo pra pensar porque está ocupada demais em se divertir.
Diante disso, você samba! E, quase sem querer, consegue mostrar o quanto você é e sempre será a melhor opção. Aliás, já não existe mais o interesse de ser melhor. Existe o interesse em SER!

A vida é isso! Feita de escolhas. Às vezes as pessoas fazem escolhas estranhas e mesmo querendo, não podemos interferir.
Esperar? Eu? Claro que espero! Não queria... Mas espero!
O tempo faz a gente crescer, enxergar, perceber e, uma hora, a qualquer momento, você vai acordar!...

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Rasgar-se seria uma opção.


Rasgar-se seria uma opção.
Resolvera rasgar-se então, caso fosse preciso, até que a imensa saudade se esvaísse.
Não queria mais senti-la. E quando chorar já não serve, doer-se não serve, encolher-se já não serve, serviria rasgar-se então.

Entregou-se ao mundo como se fosse esse, o mais desejado amante. Amou a intensidade de corpos e rostos na noite. Amou em meio á bebidas, estranhos, amigos, risos altos e falsos, travesseiros manchados.
Amou enquanto o corpo conseguiu. Já não via o dia, aguardava ansiosa pela noite e seus risos soltos.
Sorriu enquanto ouve sorriso. Bebeu enquanto ouve estômago. Chorou... mas já nem contava com isso!

E assim, entre braços e abraços, desfaleceu. Era o corpo, que não acompanhava a mente inquieta. E quando já não havia mais sorrisos, houve a casa vazia, os dias vistos pela janela, a mesma angústia no peito e aquela pontinha de saudade no cinzeiro...
Havia construído seu casulo e ali, aprendeu a esperar. O corpo forçava pela espera. A ansiedade deu lugar à conformação. Calma... calma... Caio na cabeça:

"Relaxa, baby, e flui: barquinho na correnteza, Deus dará."

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Saudade. Só isso. Deu saudade.

Não foi nada não. Foi só saudade. De repente bateu tanta saudade...


Remexer nas gavetas dói.
Rearrumar as coisas dói.
Encontrar aquele bilhetinho no bolso da calça destrói...

É preciso organizar-se, limpar as gavetas, o bolso do casaco, o coração...
Mas dói tanto que é preferível deixar tudo quietinho como está, até que tudo se consuma...

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Ao que se vai (1)

Querido amigo...

Escrevo como uma despedida de tudo o que poderia ter sido e não foi...
Foi tudo uma delícia e vai fazer muita falta a sua orelha fria, mas espero que entenda que eu não posso continuar.
Você me pediu pra remar. Me pediu pra entrar no barco e remar. Eu remei mas esqueci de falar que você precisava remar comigo, senão eu ficaria dando voltas em torno de mim mesma e isso não nos faz sair do lugar.
Acho que me superestimei. Ou TE superestimei. Acreditei que seria tudo tão legal que esqueci que ainda existia a possibilidade de perder. E perdi. Lembra que eu te falei que não sei perder nada? Lembra que disse que eu tenho tudo o que eu quero? Não por eu ser uma menina mimada, mas por eu ser uma batalhadora? Pois é. Agora aconteceu uma quebra: eu perdi. E posso te contar uma cosia? Dói!
Vai fazer falta sua orelha fria pra te dizer segredos de liquidificador...
Vai fazer falta seu cheirinho, seu corpo grudado "nimim", mas você entende né?
Você escolheu. A vida é feita de escolhas. Eu não posso ficar no seu caminho. Somos livres. Escolhemos as pessoas que ficarão na nossa vida. Lembra que eu disse que era problema seu? Pois é. Agora vi, é problema meu, só meu...

Seria lindo se você ficasse. Seria lindo te ver e rever e continuar nessa dúvida do ter-e-não-ter.
Esperar?
eu vou. Acho que vou.
Mas tinha que doer tanto? Logo eu que fujo de sofrimentos...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

À um amigo que se vai.




Nunca me dei bem com despedidas.
Na verdade sempre as evitei.
Se já me parte o coração ver o dia indo embora, ver alguém partindo me deixa com o coração pesado.

Talvez seja porque eu tive alguém que me foi arrancado...
Talvez porque eu tive um cachorro que foi embora sem nem se despedir...

Escrevo para um amigo que vai partir pra longe e ficará por muito tempo.

Prefiro saber da distância quando ela já existe e não quando ela se aproxima.
Agora eu fico imaginando que chato vai ser passar pelos locais onde íamos juntos sem ele por lá. Fica aquela sensação de "nossa, eu podia ter ficado mais próxima!"...

Quem vai me trazer doces do interior?
E pão de queijo com tempero de mãe?

Saudade é um pouquinho de morte...

Amigo, quando sentir saudade - essa nossa palavra tão brasileira e sentida - me escreve. Não se esqueça de escrever quando não sentir saudades também!
Esse meu espaço também é seu.
Amo você.
Fica bem. Vá em paz. Volte (seja) feliz.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quando a saudade não cabe no peito, transborda nos olhos.




"Belo Horizonte, 25 de julho de 2011

Meu querido e velho pai,

Não é assim que você sempre se referia à você mesmo quando queria fazer um drama?
Escrevo pra contar que de alguma forma seus netos vão ficar um pouquinho mais perto de você: Agora você virou praça.
Sabe aquele cantinho jogado no meio da Via Expressa que você adotou, construiu pista de caminhada e jardim e deixou que todos usufruíssem? Pois é, aquele cantinho virou uma praça de esportes oficial com seu nome: Praça Messias Tadeu Galvão.
Agora a Flor pode dizer que foi numa espécie de "casa" do vovô.
O Daniel pode se gabar de ter um avô eternizado. E pode contar vantagem quando alguém disser "Vamos pra praça?" e ele dirá "qual praça? A do meu avô?".
Podemos passar por ali pra ver se você aparece. Eu juro que vira e meche eu ainda te procuro quando ando por ali.
Você sabe que por mais certeza de que você não está aqui, sempre especulamos que na verdade você resolveu sumir no mundo depois dos filhos crescidos e vagar sem rumo. Eu ainda espero na total certeza de um dia depois das 11 da noite você bater no portão la de casa e responder "sou eu minha fia!" como se nada tivesse acontecido...

Outro dia a Flor te chamou. Queria saber se ela te viu. Ela dizia pra mim "Tia Júlia, você tá muito bagunceira, vou contar pro seu pai que tá lá na sala!" Eu gelei com a certeza doce de que você passou por ali...

Não há um dia sem saudade, não há uma festa sem lembrança.
E quando eu te encontrar eu vou te dar um cocão por você ter ido embora tão cedo!

Essas sao as boas novas. Ainda não fui na sua praça pois não estou preparada pra passar um dia inteiro chorando. Mas irei em breve. Você estará lá? Espero que sim...

Com amor, Júlia."

quinta-feira, 7 de julho de 2011

O que não cabe no peito sai nos olhos...


Andei sentindo saudades, mas ainda não entendi bem o que chega a ser sentir assim.
Uma mistura de “solidões”? Um buraco mal tapado?

Nem foi a saudade de amigos que me levou a escrever. Sobre esses já escrevi antes e vou escrever depois. A saudade matadeira que vira e meche invade o peito é saudade de pai...

Um dia contei uma história pra Flor dormir que era assim: “Era uma vez um menino que nasceu muito pobre e cego. Ele só passou a enxergar aos cinco anos e deve ser por isso que ele nunca mais quis se sentir preso e perdido novamente. Esse menino cresceu trabalhando, viveu trabalhando, teve filhos trabalhando. Nunca foi a escola, morou na rua e passou fome, mas nunca matou nem roubou ninguém, apenas se consentia com o peso da vida lhe pesando nos ombros. O tempo passou, esse menino virou um homem muito bom que tentava dar a todas as crianças de seu caminho aquilo que ele não teve: Atenção, sorriso um pouco a mais do que comer. De tão bom esse homem foi coroado Rei e seu reinado foi curto porque nessa vida existe gente que só vem ao mundo pra fazer alguém chorar. O moço foi enterrado ao som de tambores tristes e choros doloridos de adeus...”

Claro que eu chorei. E ela me olhava com aqueles olhinhos infantis de não entender porque a história desse moço fazia o olho da Tia Júlia soltar água...
***
(((não quero nunca sentir saudade de mãe)))
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"Naquela mesa ele sentava sempre e me dizia sempre o que é viver melhor..."