domingo, 2 de outubro de 2011

Lá está ela. Mais uma vez!

Precisei encontrar-me com Caio Fernando Abreu e ele me disse isso:

“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Hoje quem fala por mim é ele...


“Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.
Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se afogar, se recupera.
Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?
A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?
A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.
Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?
E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.
A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.
Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.”
(Caio Fernando Abreu)

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Ao tempo que passa...




"...meu coração não quer deixar meu corpo descansar..."
Escrevendo pelo tempo que passou.
Já enfrentei algumas coisas na vida. Muitas barras bem pesadas. "Viver não é moleza, amigo! A vida é a arte do encontro embora hajam muitos desencontros pela vida..."
Já encarei a morte de perto e disse: daqui não saio, daqui ninguém me tira!
Já me machuquei por fora e conto, rindo, sobre as cicatrizes.
Já me machuquei por dentro e conto, rindo, sobre as cicatrizes...
Já contei piada em enterros.
Já perdi amigos.
Não sou forte o suficiente pra não ter medo mas, sempre deixo o medo saber que eu não sou fácil de dobrar.
Consigo ignorar o medo da morte por mais presente que ela se faça.
Mas há ainda um medo que talvez só o tempo cure, o medo da idade.
Medo da velhice, das rugas, das doenças que ela traz...
Parece uma futilidade comparada á magnitude da vida, mas eu tenho medo do tempo que passa.
Tenho medo desse momento agora onde a madrugada corre solta lá fora e eu escrevo sobre o que se passa.
Um medo de não viver...

domingo, 11 de setembro de 2011

Para uma mulher em especial.




Hoje escrevo pelas mulheres que querem ser mães.
Escrevo pela bonitas pessoas que são e que desejam abrir mão de suas próprias vidas pra cuidar de uma vida nova.
Escrevo para aquelas que sentiram o momento da fecundação e sentiram que suas vidas jamais seriam as mesmas.
Escrevo pra mulher que mesmo sabendo que nunca mais dormirá uma noite inteira tranquila, deseja ter alguém dentro de si.
Para aquelas mulheres que já sentiram um pezinho chutando que eu escrevo hoje.
Escrevo em especial para aquelas mulheres que após sentir tudo isso não puderam dar continuidade a esse novo amor, seja por complicações do parto, seja por erros médicos ou pelo simples abraço da morte.
Escrevo para juntar tantas lágrimas caídas. Para amansar tantos corações que se sentem tão sozinhos. Para oferecer tudo o que poderia dar nesse momento: minha solidariedade e uma braço amigo.
Escrevo porque o pouco que entendo sobre morte e amor me fazem ter certeza de que são duas palavras que não poderiam nunca estar na mesma frase. Quando isso acontece é porque erramos na gramática.
Escrevo porque "minha pobreza tal é que nada tenho a ofertar..."

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Palavras de uma menina parda...



...ou de uma menina negra, de acordo com o IBGE.
Ou palavras de uma pessoa que simplesmente toca sua vida na base do entendimento, respeito e trabalho junto à comunidade negra.
Eu sou, eu faço, eu sei...

Minha mãe me ensinou a não sair por aí espalhando o bem que eu fizer, nem falar demais sobre meus trabalhos pra não atrair inveja.
Acontece que de não falar eu também atraí pessoas que eu não gostaria que estivessem por perto, mas que se encontram perto demais...
Pessoas que durante muito tempo me esperaram cair em uma pegadinha pra detonar uma bomba de sentimentos ruins pro meu lado e contaminar uma leva de pessoas que entraram de gaiato nessa história...
Um dia falei uma coisa que pra mim foi uma brincadeira, mas que ofendeu pessoas por aí. É uma pena ter ofendido mas não é uma pena eu ter dito. Não me desculpo pelo que escrevo mas me desculpo pelo que isso causou nas pessoas.

Pronto. Resolvido. Ou não?...
Não! Porque depois desse acontecido eu descobri muuuuuuitas pessoas que nunca erraram. Muitas pessoas que sempre foram prestativas, boas, espertas e amáveis. Descobri que só eu sou doida, só eu critico, só eu uso maldade, só eu penso bobagens...
É mãe... em casos assim eu preciso dizer coisas...

Preciso dizer que enquanto muitos perderam seu tempo tentando criar uma máscara pra mim, eu estava ocupada pensando políticas afirmativas para os alunos de bônus racial na UFMG. Entrar na UFMG já é bem complicado pra nós, “pretos, pobres e favelados”. Se manter nela é ainda pior!!)
Preciso dizer que enquanto minhas maldades se espalhavam pela boca dos outros eu estava quietinha tocando minha vida e minha pesquisa sobre voz cultura popular para poder fazer uma iniciação científica sobre isso, quem sabe...
Preciso dizer que depois que minha fama de muito mal correu pra fora do meu núcleo eu estava ocupada demais trabalhando pra que meu grupo musical agora se tornasse um grupo teatral também.

Mãe, são coisas que se a gente não diz parece que não fazemos. Quebrei a regra de fazer tudo sem anúncios mas às vezes é preciso que pessoas tomem um sacolejo pra pensar: “uai, será que tudo aquilo que eu ouvi sobre aquela menina do Tambolelê é verdade ou o povo ta exagerando?”
Essas são palavras de uma menina parda que precisavam ser ditas.
Sobre pessoas que usam meu nome por aí, dizer o que? Dizer que alguns escrevem “chupa bando de atleticano viadinho!!” no facebook e ninguém se importa se isso é demasiadamente violento e preconceituoso? Outros dizem “quem leva a erva hoje?” sem pensar na relação direta do tráfico com a questão racial (ou vai me dizer que todos os traficantes são brancos moradores da zona sul??!!).
Eu continuo ocupada demais trabalhando, estudando e divulgando todas as oportunidades que eu posso à todos do meu convívio. Ta precisando de trabalho? Fala comigo que eu ajudo! Quer saber como estudar arte? Bora conversar então! Tenho muito o que fazer além de ficar preocupada com meu nome correndo de forma errada por aí mas existem coisas que precisam ser faladas, esclarecidas e ditas.
Me ofereci tanto pra conversar. Me coloquei à disposição pra qualquer um e ninguém nunca teve coragem de falar pra mim: “Júlia, me explica essa história direito!”

São coisas que eu precisava dizer...
Continuo à disposição com o mesmo sorriso largo.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Para o Caio.

Precisei publicar isso. Precisei mostrar o quanto de Caio há em mim nesses últimos dias. Não há boa escrita sem uma dose de tristeza...



Para uma avenca partindo - Caio F.

Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viveras superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualqueratraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um diadestes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Uma historinha.


"Quando ele chegou àquele lugar ela não acreditou. Com aquele cabelo emoldurando um rosto claro, aqueles olhinhos infantis e a voz que mal se ouve ela já sabia que seria o começo do fim.
"Tudo de novo?? NÃÃÃÃÃÃOOO!!!" ela pensava enquanto se deixava levar.

Se pegava olhando pra ele sem perceber; Buscava chamar sua atenção até que ela percebe uma troca de olhares "deve ser minha imaginação!" - mas não era. Eram olhares cruzados, vez ou outra uma forma de se encostar, de se aproximar. Era mesmo o começo do fim.

Era o começo de uma ladainha mental, reviravoltas na cama, pensamento fixo em maneiras de ser reparada. Tudo devidamente correspondido, tudo devidamente dividido até o momento do mais esperado beijo, da mais gostosa mão ao redor do corpo, ao mais alto dos silêncios.

O primeiro beijo é sempre o melhor. Depois disso o afastamento. A boca já era conhecida, o controno do corpo também e ela caiu em desuso como uma calça Lee. Já não encontrava seus olhos e nem sua aproximação. Era o fim daquele fio de vaidade."